Carnes processadas podem dar câncer, afirmam especialistas

Bem estar

No fim de outubro  a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês) da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a classificação das carnes processadas como produtos carcinogênicos, ou seja, que causam câncer, e das carnes vermelhas como produtos “provavelmente carcinogênicos”. O risco maior do consumo de produtos como bacon, toucinho, salame e outros embutidos, é em relação ao câncer colorretal, que afeta o intestino e o reto, mas existem associações com outros tipos de câncer.

Mais informações sobre as carnes

Nos Estados Unidos o estado da Califórnia está examinando a possibilidade de obrigar rótulos de produtos com carne processada (como bacon e salsicha) a incluirem avisos de risco para o câncer. A hipótese foi aventada após a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluir esse tipos de alimento em sua lista de carcinógenos.

A Califórnia costuma estar na vanguarda das iniciativas orientadas para o consumidor, especialmente em matéria de agricultura. O Estado adotou leis estabelecendo gaiolas maiores para as galinhas e restrições sobre o uso de antibióticos para o gado, saindo na frente de grande parte do restante dos Estados Unidos.  A Proposição 65 da Califórnia, uma iniciativa aprovada em 1986, exige que o Estado mantenha uma lista de todos os produtos químicos e substâncias conhecidas por aumentar os riscos de câncer. Produtores desses artigos são obrigados a colocar avisos “claros e razoáveis” para os consumidores.

A IARC  colocou as carnes processadas em sua categoria “grupo 1” –ao lado do tabaco e do amianto– de produtos para os quais a agência diz que há “provas suficientes” de ligações com o câncer. A inclusão não quer dizer que a carne processada aumente o risco de câncer tanto quanto o cigarro, mas indica que há certeza de que ela tem alguma influência na probabilidade de alguém contrair a doença.

Os amantes do bacon foram às redes sociais nesta terça-feira para expressar desprezo pelo relatório da OMS . As hashtags #FreeBacon, #Bacongeddon e #JeSuisBacon foram algumas das que estiveram entre os principais tópicos mundiais do Twitter.

Já os vegetarianos veem luta legitimada após OMS ligar carne a câncer.  Associações vegetarianas e veganas afirmaram que a publicação de um relatório que relaciona o consumo de carne vermelha e embutidos ao risco de câncer legitima sua luta em favor de dietas alternativas à alimentação com carnes. “Quantas crises alimentares nós devemos enfrentar antes que as pessoas se deem conta de que as proteínas animais não são boas para nós”, reagiu Jasmijn de Boo, presidente da Vegan Society, organização criada em 1944 com sede na Grã-Bretanha.  “Mais do que reduzir nosso consumo (de produtos à base de carne), nós devemos retirá-los completamente da nossa dieta. Existem muitas alternativas”, defendeu.

 

 

 

 

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